- por Juarez Junior
John Carpenter é o CARA no cinema B norte-americano. Ele não tinha medo de se aventurar por terrenos inóspitos e vingar projetos de pretensão infantil na tela. Projetos estes deliciosamente ingênuos que pareciam saídos da cabeça de uma criança inteligente. Com homenagens a filmes antigos ou criando conceitos em trama absurdas, John Carpenter deu as cartas no criativo cinema americano de baixo orçamento no dinal da década de 70. E não diga que não se importa com isso – pois aonde você acha que os grandes estúdios foram buscar gente como Peter Jackson (este na Nova Zelândia) e Sam Raimi? É, se o mundo se curva diante dos realizadores de Homem-Aranha e da saga do Queima-Anel, deve muito à influência deste talentoso cineasta nascido em Nova York em 1948, criado em Kentucky e ganhador do Oscar de curta de animação em 1971, com um desenho-faroeste, The Ressurection of Broncho Billy.
Acho que já elogiamos demais, então vamos a algumas pérolas que não podem passar despercebidas:
- Assalto a 13° DP – Filme fortíssimo e politicamente incorreto. Bagaceira pura.
- Fuga de Nova York – O início da saga do escrotaçõ Snake é imperdível.
- O Enigma do Outro Mundo – Alguém consegue se esquecer da cabeça que vira aranha?
- Halloween - Carpenter criou um conceito e também compôs a música, que virou sinônimo de filmes de suspense.
- Christine – Até mesmo as besteiras escritas por Stephen King ficam charmosas nas mãos de Carpenter.
- Eles Vivem – Uma verdadeira agulhada política. Impossível esquecer os óculos que identificam os poderosos alienígenas.
O cara escorregou em filmes como Vampiros, mas mesmo assim continua uma criança à frente do seu tempo.
0 Respostas para “Rato de Locadora #5 – Doce Ridículo”