- por Juarez Junior
Estava pensando em escrever mal do Oscar, mas esta edição de 2008, apesar de como evento ter deixado muito a desejar, premiou filmes relevantes e que vão em uma linha mais autoral, justamente na contramão da linha industrial. Onde os Fracos Não Têm Vez foi definitivamente uma bola dentro e não simplesmente uma forçada de barra com a premiação de um filme menor de um grande realizador.
Pois bem, na linha das injustiças vale citar Al Pacino, que apesar de ser o Poderoso Chefão definitivo, ganhou o prêmio por um filmeco em que faz a caricatura de uma pessoa cega – regra seguida po Denzel Washington (acho Dia de Treinamento muito legal, mas Denzel já fez The Hurricane e Malcom X). Os Infiltrados é legalzinho, mas Scorsese é melhor que aquilo. E os americanos ADORAM idolatrar Cidadão Kane, no entanto o filme só ganhou o Oscar de Roteiro (na verdade, o Oscar da compensação, vide recentemente Juno e Sideways – Entre Umas e Outras). Sem falar nos filmes que papam duzentas estatuetas, como por exemplo Ben-Hur, O Retorno do Rei, Dança com Lobos, Shakespeare Apaixonado (este é bomba!), Coração Valente e Titanic. Não que sejam filmes ruins, apenas não são tão bons assim. Pior que isso é premiar Russel Crowe, Juli Roberts e Gwyneth Paltrow pelo sucesso comercial, quando estes ainda estavam em fase de amadurecimento como profissionais. Ou o trabalho da turma em Gladiador, Erin Brockovich e Shakespeare Apaixonado, respectivamente, foram exemplos de interpretação? Definitivamente não.
É por essas e outras que a galera que busca alternativas sadias ao cinema americano despreza tanto o Oscar; ninguém mais aguenta ver filmes de guerra com bandeiras americanas, nazistas malvados e crianças judias. E para não dizerem que não falei das flores, vale citar os estrangeiros no Oscar deste ano, o reconhecimento de O Poderoso Chefão e a polêmica de dar notoriedade a filmes como O Franco Atirador, Platoon e O Silêncio dos Inocentes. Ah, ia me esquecendo de Marlon Brandon ridicularizando o prêmio.
Na próxima coluna: O legado de John Carpenter.
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